Não, não é um mau argumento para um filme porno, podem tirar daí a ideia, sim? Depravados...
Eu sou a filha mais velha dos meus pais. Quatro anos depois do início da minha existência, nasce a minha irmã. E a descendência ficou por aí. Eu e a minha irmã. Nenhum menino (nenhum "pilas" como eu costumo dizer").
O meu pai sempre nos garantiu que estava muito contente por ter tido 2 filhas mas a mim nunca me convenceu. Isto porque passava todos os Domingos a tentar ensinar-nos a jogar futebol, vólei e basket e os presentes que comprava (sem a supervisão feminina da minha mãe) eram bolas e carros. Subtil, hã?
(não, não é um dejá vu, é mesmo a continuação do post anterior, com a mesma introdução)
Resumindo: não tive nenhum irmão. Até que conheci o "Ninja Júnior"
(assim baptizado pela Filipa). O Ninja Júnior, tal como o nome indica, é irmão do
Ninja. Eu e o Ninja já nos conhecemos há alguns anos e foi através dele que eu conheci e me tornei próxima do Ninja Júnior. Ele tem menos 4 anos que eu e é o meu "mano mais novo". E faz questão de se comportar mesmo como o típico irmão mais novo. E eu retribuo. E então temos isto:
- ele faz questão de dizer badalhoquices sexuais, que geralmente começam por dizer-me inocentes nomes que se atribuem à genitália masculina e feminina, até escalar para badalhoquices e termos que fazem corar o Zézé Camarinha;
- eu faço questão de ir ao computador dele, sempre que ele está distraído, e colocar como wallpaper uma imagem dos Ursinhos Carinhosos, da Kitty, da Barbie ou do Pequeno Pónei;
- enojar-me às refeições é o seu passatempo favorito e recorre a vários meios, sempre diferentes e inovadores até fazer o vómito assomar-me à garganta;
- eu gosto particularmente de ir para a beira dele quando ele está a trabalhar no computador e falar sem parar até ele se desconcentrar e mandar um berro. Depois sorrio e ele perde a coragem de me gritar;
- se ele me vê a ler ou a comentar blogues pára de imediato o que está a fazer, senta-se à minha beira e começa a gozar comigo, dizendo que eu vivo num mundo virtual e que eu e as pessoas dos blogues formamos um clã que vive isolado da vida real e preso ao mundo dos blogues - e a seguir vai ler o meu blogue;
- eu gozo quando ele joga jogos de computador online, dizendo que ele vive num mundo virtual e que ele e as pessoas do jogo formam um clã que vive isolado da vida real e preso ao mundo dos jogos - e a seguir volto aos blogues;
- eu pergunto-lhe porque é que ele tem um aninal morto debaixo do nariz a tentar fazer-se passar por bigode;
- ele faz questão de me pegar na mão e passá-la no bigode dele quando ele não o cortou, só para me ouvir dizer "que nojo" e reclamar com ele, enquanto ele se ri;
- eu faço questão de dizer que os cereais que ele mistura com iogurtes naturais parecem vermes e que fedem;
- ele faz questão de os vir comer para a minha beira, "inocentemente", só para eu reclamar.
Eu poderia continuar nisto por aqui abaixo, mas acho que já fui bem clara. Ele é assim e eu adoro-o. É o mano mais novo que eu nunca tive e ele nunca pode saber que eu disse isto dele. Para todos os efeitos somos arqui-inimigos para a vida.