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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vou fazer o impensável

Vou dizer que não gosto do Bruno Nogueira. E pronto, que venham as foices e os archotes.

Quando digo que não gosto dele, não me estou a referir a ele como pessoa, até porque não o conheço. Falo do Bruno Nogueira enquanto profissional. Nem sempre foi assim, bem pelo contrário. Quando ele começou a fazer as primeiras actuações no "Levanta-te e Ri", achava-lhe imensa piada. Aliás, tanto gostava do seu tipo de humor e do seu jeito de actuar em palco (sim, não é só mandar umas piadas, há que ter postura adequada ao tipo de humor e ele tinha-a) que fui ver um espectáculo dele ao vivo e adorei, foi mesmo muito bom.

Não gosto dele n'Os Contemporâneos. E não gosto por uma razão muito simples: sempre odiei e repudiei todas as tentativas de humor à base na humilhação de alguém. E é o que tem acontecido nos últimos episódios d'Os Contemporâneos.

Sinceramente, acho reprovável um humorista ir para as ruas, fazer perguntas a transeuntes (na sua esmagadora maioria idosos ou pessoas de cultura menos desenvolvida) e ficar a rir-se para a câmara com ar de gozo. Acho inadmissível o riso à custa da humilhação dos outros. E quando via aquelas partes do programa (depois do segundo programa seguido em que ocupavam uma grande parte do mesmo com essas entrevistas deixei de ver o programa, de todo) ficava a sentir pena das pessoas, porque foram simpáticas e quiseram ajudar aquele humorista no seu trabalho, e acabaram por ser alvo de gozo. Não suporto esse tipo de humor, aquele que só consegue ter piada (que, para mim, pura e simplesmente não tem) se se gozar alguém. Era a mesma coisa que um médico fazer-lhe perguntas de medicina e gozar com as suas respostas que, por ele não ter formação na área, seriam absurdas.

Senão vejam:




Acho ridículo, absurdo e vergonhoso que se recorra a estas situações para fazer humor. O que, a meu ver, não faz. Ainda se as entrevistas fossem combinadas, mas não, claramente vai-se para a rua e toca a gozar com as pessoas que até foram simpáticas o suficiente para os ajudar a fazer o trabalho deles. Vergonhoso.

Por ridículo que possa parecer, só falta gozarem com as pessoas que aceitam participar por elas serem gordas, baixas, brasileiras, africanas, etc etc etc. Pode parecer exagerado, mas será que se está tão longe disso?

Sei que actualmente é motivo de morte social dizer-se que não se gosta do Bruno Nogueira, do Nuno Markl ou de qualquer um dos humoristas do Gato Fedorento, por exemplo. Mas não é por isso que eu vou passar a gostar deste Bruno Nogueira ou do trabalho que ele faz. E gosto dos outros e do trabalho deles porque gosto, e não porque fica bem gostar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Serei a única que não consegue controlar o riso...

...quando lê em jornais "sérios", notícias que tenham como título "Sócrates promete"? É que todos os dias contam essa anedota, só mudam o final! Senão vejam:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=386718&tema=1&pagina=&palavra=&ver=1
http://dn.sapo.pt/2008/01/11/nacional/socrates_promete_mais_dinheiro_para_.html


Pronto, tudo bem, a piada é gira! Mas precisam de estar sempre a repeti-la?! Arre!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Habemus Presidente

E, numa corrida às urnas nunca antes vista, Obama é eleito o novo presidente dos EUA. E desta vez sem votos desaparecidos (nunca antes conseguido por Bush, eleito, para mim, em circunstâncias suspeitas... Mulder e Scully, onde estavam vocês?).
Já toda a gente escreveu sobre isto, não há nada que eu pudesse aqui dizer que alguém, noutro blogue, já não tenha dito.

Por isso vou apenas dizer que se devem tirar 2 conclusões.

Em primeiro lugar, foi a primeira vez que tanta gente discriminou racialmente um candidato e ninguém se opôs. Obama foi discriminado positivamente por ser africano (não vou dizer preto ou negro porque pode soar ofensivo). Se ele fosse branco, provavelmente ganhava McCain, porque sempre foi uma personalidade querida dos americanos: foi herói de guerra na guerra do Vietnam, onde desempenhava funções de piloto, até ser capturado e torturado pelos vietnamitas. Já mais velho e experiente na política, McCain teria ganho se fosse americano-africano. Como caucasiano não foi a lado nenhum. Note-se que eu votaria em Obama e que fico contente com a sua vitória. Mas acho que a campanha eleitoral pelos apoiantes de Obama nunca deveria ter feito da sua cor um motivo para o voto.

Em segundo lugar, acho que todos devíamos tirar uma lição destas eleições americanas. É bem verdade que daquele lado só se vêm exemplos do exagero, do ridículo e do fútil, ultimamente. E nós vamos atrás, porque se vem da América só pode ser bom e moderno. E porque não seguir o exemplo destas eleições? Não sei se repararam na taxa de abstenção. Mínima. Porque lá ainda se importam, ainda querem dar voz à democracia, ainda querem exercer o seu direito/dever de voto e fazer a mudança. Aqui em Portugal, ir às urnas é uma dificuldade imensa. Será que merecemos mesmo a democracia?...

Em 20 de Janeiro de 2009, Obama toma posse e passa a ser o Presidente dos Estados Unidos da América.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

"Maddie: A Verdade da Mentira"

Terminei hoje de ler o livro "Maddie, a Verdade da Mentira", de Gonçalo Amaral.
Prefiro não dar a minha opinião acerca do conteúdo do livro.

Gostei de ler e já sabia, à partida, que não deveria estar à espera de um grande género literário, já que este livro visa não a leitura recreativa, mas algo mais.


Só li agora o livro porque o quis ler temporalmente longe do mediatismo que envolveu o caso e das reacções intempestivas e coléricas que até há alguns meses eram indissociáveis deste caso. Toda a gente tinha uma opinião sobre o que aconteceu a Maddie.

Hoje as pessoas parecem esquecer-se que um dia uma menina inglesa desapareceu no Algarve. E que pela sua condição de estrangeira recebeu mais atenção do que qualquer outra criança até aí dada como desaparecida. Pelo menos já não é tema obrigatório da chamada "conversa de circunstância".


Não gosto de livros verdadeiramente comerciais, que apenas visam publicitar esta ou aquela pessoa, nem de livros que foram claramente escritos com o único propósito do lucro. Repudio os pseudo-escritores que decidem auto-intitular-se de "escritores" só porque decidiram pegar numa notícia polémica e escrever sobre ela.

Exactamente ou não, com ou sem rigor, não interessa. Porque apenas pretender vender a "banha da cobra" e ganhar dinheiro.
Não penso que este seja o caso. E essa foi uma das razões que me levou a querer ler o livro.

Porque penso que será o relato de um homem que digna a sua profissão, que a honrou, e que se sente injustiçado e impedido de continuar a sua carreira, deixando assim sem solução uma histórica trágica. E sem o deixarem trazer ao de cima a verdade.


Sinceramente, o que mais me levou a ler o livro foi o facto de querer compreender melhor o lado ligado ao Direito, minha área, que não conheço, mas que comigo trabalha no sentido da Justiça. Porque os casos chegam-me depois da actuação deste órgão de segurança. Porque acho que não são devidamente valorizados e porque queria conhecer o seu modo de actuação. Principalmente num caso tão inédito e em que tudo o que era mostrado via meios de comunicação podia ser deveras dissimulador dos esforços realmente conduzidos pelos órgãos de investigação.


Li o livro e gostei de o ler. Só espero que a verdade um dia seja trazida ao conhecimento de todos e que os culpados pelo desaparecimento desta criança - não por ser inglesa, não por ter sido em Portugal, não por ter pais médicos e aparentemente influentes, mas por ser uma criança - sejam punidos.


E sobretudo que a partir deste caso nunca mais uma criança desapareça sem o mesmo esforço ser movido para a encontrar, independentemente da sua raça, idade, religião ou nacionalidade.

sábado, 18 de outubro de 2008

Uma justiça dos diabos

Como o nosso país é muito evoluído e muitíssimo avançado! Usa-se a informática para tudo! Ele é a net mais rápida e mais barata de sempre, ele são as novas oportunidades, ele são Magalhães "oferecidos" a torto e a direito...

Na área da justiça não se fica atrás: para tudo agora se usa a Internet e os pagamentos são feitos, grosso modo, por multibanco. Lindas tecnologias.

Ora, para se intentar uma acção no tribunal, enviar documentos para o tribunal, etc etc etc, tem que se pagar. Mais uma vez, nada de novo, porque em Portugal paga-se quase tudo (senão mesmo tudo). Até aqui, ainda nada de novo.

Em primeiro lugar: quem é que atribui os códigos de entidades e referências aos pagamentos pelo multibanco? Quem são estas alminhas que todos os dias têm que fazer diferentes combinações de números para, ao digitarmos os mesmos no multibanco, paguemos a dívida ao serviço público que funciona pessimamente mas que se cobra 1 e não ao serviço público que funciona pessimamente mas que se cobra 2?

Lamento por essa gente, que faz combinações de números como se não houvesse amanhã (e com aquele trabalho, devem mesmo desejar que não haja....).

Em segundo lugar: como serão as entrevistas para esta categoria de emprego? E quais os critérios? Saber os números até 9, começando a contar do 0? Conjugar os números consoante o horóscopo do dia?!

E todas estas questões porquê?

Porque há coisas que não entendo e que me ultrapassam...

Juntemos as ideias atrás explanadas e pensemos em conjunto: tratando-se a justiça um serviço muito nobre e da vital importância que é para o país (quem diria!...), seria de calcular que os senhores que mandam nestas tretas tivessem melhor imaginação...

Ou pelo menos melhor bom senso... ou inteligência... é, é bem capaz de ser um problema de inteligência... Senão vejam a imagem e reparem nos números que constam na tabela correspondentes à "Entidade" e à "referência" do pagamento:

Desculpem, meus senhores, mas perante isto, apenas posso assumir que ou são muito parvinhos ou então sabem perfeitamente o que se passa e já descobriram que, na realidade, o nosso país é governado por uma besta.

(para os mais cépticos, aqui está a prova de que isto não foi um desvario meu...)

sábado, 6 de setembro de 2008

I pity the fools

Sim, usei no título a frase mais famosa do Mr.T. É de gajo e eu tive os tomates (psicológicos) para o fazer. ;p Os fools em causa são os americanos (por esta é que não estavam à espera!... tomem lá um post político que faz bem ao soninho!).

As coisas que se passam nos Estados Unidos da América e que eu não entendo davam para encher 20 volumes de livros da espessura do livro “Equador”, do Miguel Sousa Tavares. Desde milhares de votos que desapareceram nas eleições e foi eleito, de novo, o Presidente mais idiota de todos os tempos a um Vice-Presidente balear “acidentalmente” um caçador… Pois, fosse só isso e o mundo era mais feliz. Mas não. Uma coisa que me faz muita confusão é o cinismo americano. Apelam constantemente ao “American Dream”, e na América é tudo muito bonito e corre tudo muito bem… Não entendo como o continente mais novo do mundo, que começou por ser colonizado e recebeu gente de todas as nacionalidades, conquistando terra à custa de sangue derramado, de repente se pode arrogar do direito de impedir cubanos, mexicanos, entre outros, de entrar no seu território. Do nada. Quem lhes atribuiu aquela terra a eles? E porque têm eles mais direito que os outros? Vale lá a regra infantil do “I called it first”? Mas há pior. Gritam a plenos pulmões que são um país que não discrimina e que todos têm as mesmas oportunidades e que cumprem o sonho de Martin Luther King, mas no entanto há um candidato africano à Presidência e em tudo quanto é lado se exclama que vai ser o próximo presidente negro. Quer dizer, se não há discriminação, que merda interessa se ele é branco, preto, amarelo ou vermelho?! Está-se a apelar a votos apelando à cor de pele do homem! O que é isto senão discriminação? E o que mais me chateia: cada vez mais a América é o país da obesidade. E o que abunda mais por aqueles lados? Pois é, McDonalds, Burger Kings, Kentucky Fried Chicken, Taco Bells, e por aí em diante. E políticas de saúde para tratar dos obesos? Só existem se o doente em questão tiver seguro. Mas todos usamos os EUA como exemplo de prosperidade, modernidade e modelo a seguir. Já para não dizer que os meios de comunicação lá são totalmente controlados pelo governo e nada é transmitido sem passar pelo rigoroso escrutínio do governo. Eu gosto da América dos filmes e adorava morar lá, mas sei que aquela é a parte da América que nos querem mostrar. Quanto a Portugal… nem tenho coragem para começar… Falar da desgraça dos outros sempre nos afecta menos… ;p

P.S.: Descansem os que estão a pensar que vi demasiados episódios de X-Files e que virei a mulher da conspiração! Agora tenho que ir porque “eles” estão a vigiar toda a internet. Até amanhã, se o FBI não me apanhar primeiro. Se apanhar, destruam os meus sapatos.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

É o que temos...

Há assuntos que me fazem soltar a língua e dizer uns quantos impropérios. Há sim senhor. E porque me lembrei disto? Porque eu gosto muito deste governo. Poupa-me umas quantas idas ao cinema. Os nossos ministros proporcionam-nos momentos ora de comédia ora de drama constantes! Ver este governo actuar é a mesma coisa que ver filmes como o Cloverfield ou A Guerra dos Mundos! Ou seja, estão a destruir o nosso país e a lixar a vida dos seus habitantes e nós ainda pagamos o bilhete (sob a forma de impostos e de eleições nestes gajos) para ver…
Porque me toca de modo particular, irrita-me profundamente o actual Bastonário da Ordem dos Advogados. Eu não sei muito bem o que passou pela cabeça dos colegas que o elegeram… Palavra. Eleger um homem que passa mais tempo no programa da Fátima Lopes do que no seu gabinete não me parece uma escolha muito sã, mas pronto, é o que temos… Tenho para mim que se o homem com tal cargo passa os dias a congeminar como lixar ainda mais a vida aos advogados, elabora estatutos novos mês sim mês não e as suas aparições públicas se resumem ao mesmo programa que tem as rubricas “Árvore das Patacas” e a “Tertúlia Cor de Rosa” enquanto o antigo bastonário faz o servicinho dele e vai a programas noticiosos importantes é porque a escolha não foi a mais certa...

sábado, 7 de junho de 2008

Apercebemo-nos de que o apocalipse está a chegar quando

duas estações de rádio anunciam os Tokio Hotel como a banda do momento.

sábado, 31 de maio de 2008

Amy vergonha in the House

...e estou muito agradecida! Eu queria, bem que queria ter ido ver o concerto da Amy Winehouse no Rock in Rio... até ver a sua triste actuação... E estou a ser francamente querida com ela ao classificar a sua actuação apenas como "triste"... Foi muito além do triste, roçando mesmo a barreira do vergonhoso e do lastimável... Aliás, o auspício era do pior e já se adivinhava o resultado, depois de uma tarde inteira indecisa entre o "vou actuar" e o "não estou p'ra isto" e 40 minutos de atraso porque não havia maneira de se decidir se até ia dar concerto ou se o camarim era confortável demais pra isso... Ela bem tentou cantar... Eu (que conheço as letras) não as reconheci nos murmúrios que ela ia emitindo... e pelas caras dos fãs presentes nem eles próprios estavam a perceber patavina do que ela estava a tentar cantar...) Ah, também tentou tocar guitarra e dançar... Será só de mim ou a tipa a dançar parece um galinha? E eu que gostava bem dela... Fica a música e um conselho para a menina em questão: mais rehab e menos back to black. A gente agradece.

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