Vou dizer que não gosto do Bruno Nogueira. E pronto, que venham as foices e os archotes.
Quando digo que não gosto dele, não me estou a referir a ele como pessoa, até porque não o conheço. Falo do Bruno Nogueira enquanto profissional. Nem sempre foi assim, bem pelo contrário. Quando ele começou a fazer as primeiras actuações no "Levanta-te e Ri", achava-lhe imensa piada. Aliás, tanto gostava do seu tipo de humor e do seu jeito de actuar em palco (sim, não é só mandar umas piadas, há que ter postura adequada ao tipo de humor e ele tinha-a) que fui ver um espectáculo dele ao vivo e adorei, foi mesmo muito bom.
Não gosto dele n'Os Contemporâneos. E não gosto por uma razão muito simples: sempre odiei e repudiei todas as tentativas de humor à base na humilhação de alguém. E é o que tem acontecido nos últimos episódios d'Os Contemporâneos.
Sinceramente, acho reprovável um humorista ir para as ruas, fazer perguntas a transeuntes (na sua esmagadora maioria idosos ou pessoas de cultura menos desenvolvida) e ficar a rir-se para a câmara com ar de gozo. Acho inadmissível o riso à custa da humilhação dos outros. E quando via aquelas partes do programa (depois do segundo programa seguido em que ocupavam uma grande parte do mesmo com essas entrevistas deixei de ver o programa, de todo) ficava a sentir pena das pessoas, porque foram simpáticas e quiseram ajudar aquele humorista no seu trabalho, e acabaram por ser alvo de gozo. Não suporto esse tipo de humor, aquele que só consegue ter piada (que, para mim, pura e simplesmente não tem) se se gozar alguém. Era a mesma coisa que um médico fazer-lhe perguntas de medicina e gozar com as suas respostas que, por ele não ter formação na área, seriam absurdas.
Senão vejam:
Acho ridículo, absurdo e vergonhoso que se recorra a estas situações para fazer humor. O que, a meu ver, não faz. Ainda se as entrevistas fossem combinadas, mas não, claramente vai-se para a rua e toca a gozar com as pessoas que até foram simpáticas o suficiente para os ajudar a fazer o trabalho deles. Vergonhoso.
Por ridículo que possa parecer, só falta gozarem com as pessoas que aceitam participar por elas serem gordas, baixas, brasileiras, africanas, etc etc etc. Pode parecer exagerado, mas será que se está tão longe disso?
Sei que actualmente é motivo de morte social dizer-se que não se gosta do Bruno Nogueira, do Nuno Markl ou de qualquer um dos humoristas do Gato Fedorento, por exemplo. Mas não é por isso que eu vou passar a gostar deste Bruno Nogueira ou do trabalho que ele faz. E gosto dos outros e do trabalho deles porque gosto, e não porque fica bem gostar.
Quando digo que não gosto dele, não me estou a referir a ele como pessoa, até porque não o conheço. Falo do Bruno Nogueira enquanto profissional. Nem sempre foi assim, bem pelo contrário. Quando ele começou a fazer as primeiras actuações no "Levanta-te e Ri", achava-lhe imensa piada. Aliás, tanto gostava do seu tipo de humor e do seu jeito de actuar em palco (sim, não é só mandar umas piadas, há que ter postura adequada ao tipo de humor e ele tinha-a) que fui ver um espectáculo dele ao vivo e adorei, foi mesmo muito bom.
Não gosto dele n'Os Contemporâneos. E não gosto por uma razão muito simples: sempre odiei e repudiei todas as tentativas de humor à base na humilhação de alguém. E é o que tem acontecido nos últimos episódios d'Os Contemporâneos.
Sinceramente, acho reprovável um humorista ir para as ruas, fazer perguntas a transeuntes (na sua esmagadora maioria idosos ou pessoas de cultura menos desenvolvida) e ficar a rir-se para a câmara com ar de gozo. Acho inadmissível o riso à custa da humilhação dos outros. E quando via aquelas partes do programa (depois do segundo programa seguido em que ocupavam uma grande parte do mesmo com essas entrevistas deixei de ver o programa, de todo) ficava a sentir pena das pessoas, porque foram simpáticas e quiseram ajudar aquele humorista no seu trabalho, e acabaram por ser alvo de gozo. Não suporto esse tipo de humor, aquele que só consegue ter piada (que, para mim, pura e simplesmente não tem) se se gozar alguém. Era a mesma coisa que um médico fazer-lhe perguntas de medicina e gozar com as suas respostas que, por ele não ter formação na área, seriam absurdas.
Senão vejam:
Acho ridículo, absurdo e vergonhoso que se recorra a estas situações para fazer humor. O que, a meu ver, não faz. Ainda se as entrevistas fossem combinadas, mas não, claramente vai-se para a rua e toca a gozar com as pessoas que até foram simpáticas o suficiente para os ajudar a fazer o trabalho deles. Vergonhoso.
Por ridículo que possa parecer, só falta gozarem com as pessoas que aceitam participar por elas serem gordas, baixas, brasileiras, africanas, etc etc etc. Pode parecer exagerado, mas será que se está tão longe disso?
Sei que actualmente é motivo de morte social dizer-se que não se gosta do Bruno Nogueira, do Nuno Markl ou de qualquer um dos humoristas do Gato Fedorento, por exemplo. Mas não é por isso que eu vou passar a gostar deste Bruno Nogueira ou do trabalho que ele faz. E gosto dos outros e do trabalho deles porque gosto, e não porque fica bem gostar.









